terça-feira, 3 de agosto de 2010

Desculpe a demora! Não tive como postar antes disso, pois eu estava viajando. Mas, como foi dito semana passada, hoje eu vou postar sobre dois símbolos do estilo lolita: Misako Aoki e Mana-sama. Aí vai.

Misako Aoki
Não encontrei muita coisa sobre ela, mas sei que é uma modelo do estilo lolita, com 23/24 anos de idade, que foi nomeada "embaixadora kawaii" pelo Ministério das Relações Exteriores do Japão, para divulgar a cultura pop japonesa no exterior, junto com a cantora Yu Kimura e Shizuka Fujioka, com estilo Harajuku e colegial, respectivamente. A cor que ela mais gosta é rosa.

Ela esteve no Brasil do dia 24 de Novembro até o dia 4 de Dezembro de 2009 e passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Brasília. A coitada deve ter sofrido muito com o calor, já que ela veio pra cá no verão. E lolita no calor não é NADA bom.

Mana-sama
Nascido no dia 19 de Março de 1967, em Hiroshima, com o nome de Manabou Satou (não confie muito no ano e no nome, mas é o que eu achei, então botei aqui, pois muitos rumores dizem ser isso, mas não é certeza). Seus pais eram professores de música clássica, e a tocavam quando ele ainda estava no ventre de sua mãe e também quando ele era bebê. Quando criança, seus pais quiseram que ele aprendesse a tocar piano, mas ele odiou.

Para a decepção de seus pais, no primário, ele preferiu o grupo de escultura com argila do que a música. Mas ele sempre foi estranho e gostava de quebrar seus trabalhos, dizendo ser mais bonito assim. Ele era bom em desenho e pintura, que o fez ganhar vários prêmios em exibições. Mas, inevitavelmente, sua paixão pela música se mostrou na adolescência. Disse a seus pais que queria uma guitarra, e eles compraram uma guitarra popular que ele nunca usou. Preferiu comprar uma guitarra elétrica por si mesmo.

No início, entrou no punk. Viu shows e concertos, onde tocavam músicas realmente pesadas e se interessou nisto. O cabelo e maquiagem do estilo punk o interessaram bastante. Assim, durante o Ensino Médio, tentou usar o estilo de cabelo e maquiagem do estilo punk, o que causou certa desaprovação, em especial por parte de seu pai.

Ele pertenceu também ao clube de handebol, apesar de todos quererem que ele fosse para o clube de basquete. Era um "do contra", preferia fazer algo diferente do que lhe era proposto, algo assim não popular. Mana também sempre odiou usar uniforme. Assim, mudou o uniforme a seu gosto. Nossa, como eu queria mudar meu uniforme também, mas não pode... shit.

No Ensino Médio, Mana tinha uma mochila da qual gostava muito. Aí ele ficou muito popular por causa dela e desfez da mochila. Esta obsessão em não ser pop é própria de sua personalidade. Acabou virando pop de qualquer jeito, né.

O tempo passou e ele teve uma longa carreira musical, passeando entre diversos estilos musicais, todos "incomuns", e indo parar no J-Rock. Ele sempre foi "a menininha" da banda. Vestia-se de mulher não só para os shows da Malice Mizer, banda que o consagrou, mas também em seu dia a dia. Mesmo quando Mana não está em concerto, usa saias e maquiagem. Não gosta, até hoje, de usar roupa normal. Muda sua roupa de acordo com o tempo, clima e ocasião. Quando entra em uma loja conveniente, quando vai comprar cosméticos, etc.

Mana admite apreciar sua vida dupla. E gosta realmente de usar saias. Acredita que as saias que as mulheres usam são a razão do porque atraem tanta atenção, e é realmente emocionante. Importa-se mesmo com suas roupas de baixo. Quando questionado sobre a masculinidade, disse que é duro explicar, mas basicamente a única diferença é organização física, assim mentalmente, não importa. Acredita que se pode buscar o objetivo de vida sem que seja afetado por seu gênero ou sexo. Realmente não se importa com conceitos e costumes. Diz: "Para seres humanos, é o coração e a alma que importa, e a alma tem um lugar a ir, onde o gênero não interessa. O palco do MALICE MIZER apenas reflete o que eu digo." (eu ADORO essa frase).

Mas, com desejo de realizar coisas novas, em busca de cada vez mais se melhorar, Mana mostra suas novas ideias, baseado naquilo que realmente aprecia, e assim, quando decide que MALICE MIZER deve terminar, já tem em mente seus planos para uma nova banda, desta vez com concepções completamente góticas, que tocaria dentro e unicamente de tal estilo. Cria, então, a Moi dix Mois.

Muito tímido, Mana é um caso grave, mas mesmo muito grave de anti-social. (Te entendo, Mana-sama!) Muito raramente fala qualquer coisa, pois diz detestar a sua voz. Em entrevistas, chega a sussurrar ao ouvido do vocalista da banda e este fala por ele. Outro ponto importante a assinalar é que ele não tem expressões faciais que não a expressão fria e "desligada" que podemos ver nas fotos. Todo esse clima de mistério que o envolve só contribui para seu sucesso - e talvez seja mesmo uma grande jogada de marketing. Esse misto de curiosidade e interesse é que cativa tantos fãs em todo o planeta.

Em 1999, percebeu que seu estilo estava fazendo sucesso e decidiu comercializar as roupas que ele fazia e vestia. Assim surgiu a Moi-meme-Moitié. "Quando eu ainda estava no Malice Mizer, eu usava uma roupa na qual eu mesmo criei. Era sombrio, mas ao mesmo tempo gracioso. A mídia japonesa escreveu muito sobre esta roupa e eles intitularam-na de "Gothic", mas eu achava que eles estavam enganados. Diferentemente de mim, muitas pessoas acreditam que os atributos "sombrio" e "gracioso" são incompatíveis. Consequentemente, eu resolvi criar um conceito completamente diferente para o mundo. Depois de dois anos me preparando, eu abri a loja de minha grife Moi-même-Moitié. Este é o nome da loja, mas o conceito do estilo é chamado EGL, que significa Elegant Gothic Lolita." (Mana)

A loja fica na loja de departamentos Marui Young, que fica em Shinjuku - Tóquio. No entanto, é uma loja de departamentos bastante cara. De fato, Mana não criou o movimento Gothic Lolita, mas é o verdadeiro responsável pela popularização do estilo. Os termos EGL e EGA foram criados, inicialmente, para descrever o estilo de sua própria grife.

A Moi-même-Moitié foi a primeira grife Gothic Lolita a surgir. Junto com seu sucesso, outras grifes foram surgindo e criando novos conceitos para o "GL". Mas, ainda assim, é a mais importante brand Gothic Lolita mundial, exportando roupas, inclusive, para celebridades, como a vocalista do Evanescence, Amy Lee.

No Brasil, o estilo ainda foi pouco aprofundado. Os adeptos, em sua maioria, o usam para representar seus ídolos (como Mana), mas a cada dia que passa o Gothic Lolita cresce cada vez mais, e as vestimentas vão se tornando cada vez mais diferentes e elegantes. Há muitos fãs dedicados preenchendo essa lacuna. Revistas Gothic Lolita estão disponíveis para a compra na Internet e em livrarias que vendem produtos japoneses. O número de sites, fotologs, fóruns e comunidades sobre o estilo também tem aumentado consideravelmente.

Os adeptos, não só do GL, mas da maioria dos estilos nipônicos que vivem em outros países que não o Japão costuram ou mandam fazer suas próprias roupas, devido à dificuldade de se adquirir as brands japonesas e ao alto custo de tais peças. O site da Moi-même-Moitié disponibiliza as peças da marca para todo o mundo, mas o custo do envio acaba sendo muito alto para aqueles que não têm um poder aquisitivo considerável.

A prova de que o Gothic Lolita está crescendo com tudo, são as coleções outono-inverno que têm sido lançadas na Europa nos últimos anos. Na edição portuguesa da revista “Elle” de Novembro de 2005, diversas páginas foram dedicadas aos lançamentos com temática vitoriana. Nomes como Christian Dior, Prada, Marc Jacobs, Louis Vuitton, Junya Watanabe, Alberta Ferreti – dentre muitos outros – estampam as passarelas com longos pretos, cinturas marcadas, luvas de renda, sobretudos, rendas, veludos e crucifixos. Na São Paulo Fashion Week pôde-se notar diversos traços de inspiração EGL. A cantora Pitty, recentemente, gravou um videoclipe com um figurino claramente Gothic Lolita. Até Herchcovitch, famoso estilista brasileiro, anda aderindo.

Para nós, otakus, o que resta é esperar, pois acredita-se que vai ficar bem mais fácil pra gente. Eu espero que sim. Muitos não gostam desse crescimento da divulgação da cultura japonesa por acharem que vai virar "modinha", mas eu gosto disso, pois não vão mais nos chamar de "estranhos". O lado ruim vai ser o crescimento de noobs e wannabes por todo o país, e isso vai irritar um pouquinho quem é otaku de verdade. Mas é só ter paciência e ensiná-los. Ou ignorá-los (mais fácil).

Bem, por hoje é só. No próximo post, vou do fofo pro sexy. Ou seja, Gyaru! <3

Epa, tem foto extra do Mana! o/
Sem maquiagem:
Muito divo! o/ tesequestroetefaçovirarmeumodelo-q

Agora acabou mesmo. Até a próxima!

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